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Ficha de intervenção por nº ONU · ADR 2025 + ERG 2024 + NIOSH
Quem chega primeiro raramente chega ao pé do painel. Por isso não é preciso ter o nº ONU: parte-se do que se consegue ver de onde se está. E a resposta sai num segundo e sem rede — os perigos, que agente extintor usar e qual nunca usar, distâncias de isolamento, EPI e primeiros socorros.
Para motoristas ADR, transportadoras, armazéns e serviços de emergência.
Uma ferramenta, dois caminhos
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Exemplo real. Cada ficha traz ainda os perigos principais, abordagem tática, ações imediatas, EPI e primeiros socorros — e, nas matérias tóxicas por inalação, as distâncias de isolamento.
Por onde se identifica
O número de baixo do painel laranja, ou o do documento de transporte. Dá a ficha completa da matéria.
Quando o painel não se lê mas o documento ou a embalagem dizem o nome.
Os dois números. Além da ficha, cruza-os: se o nº de perigo não condiz com o nº ONU, avisa.
O de cima — o que ainda se lê ao longe quando o de baixo já não se distingue. Diz o que aquele código significa e que etiquetas esperar.
Sem números. É o caso do ADR 5.3.2.1.1, e é o normal em muitos transportes — não é uma falha do transportador.
Quando é tudo o que se distingue de onde se está, sem chegar ao painel.
Sem número nem nome, ninguém sabe qual é a matéria — nem esta ferramenta. Nas duas últimas vias dá o guia ERG da classe, diz que é isso que está a dar, e diz de onde o tirou.
O que cada ficha dá
Designação oficial, classe e código de classificação, grupo de embalagem, etiquetas, código de túnel e categoria de transporte. O nº de perigo (Kemler) vem descodificado por palavras — não fica um código para decorar.
O que usar e — a parte que mais importa — o que nunca usar. Água numa matéria que reage com a água aparece a vermelho, em linha própria.
Para matérias tóxicas por inalação: distância a isolar e ação protetora a favor do vento, separadas por derrame pequeno e grande, dia e noite. Só em métrico. A ficha abre no pior caso e só sai de lá quem disser o que tem à frente — no cloro, um vagão-cisterna são 1000 m e cilindros pequenos são 150 m.
Perigos principais, abordagem tática e ações imediatas, retirados das instruções escritas do ADR 5.4.3 — o texto oficial, não uma paráfrase.
O equipamento de proteção para a intervenção, separado do equipamento que segue a bordo da unidade de transporte. Primeiros socorros, gerais e específicos da matéria.
Um nº ONU pode ter várias linhas na Tabela A e elas não são equivalentes: no UN1863, o grupo de embalagem III muda o Kemler de 33 para 30. A ficha mostra todas as linhas e deixa escolher a certa.
Aspeto, odor e o que nunca pode contactar com a matéria, do NIOSH Pocket Guide — nos 362 nº ONU com substância identificada. É assim que se confirma no local que é mesmo esta a matéria que vem no documento de transporte. Nas entradas genéricas não aparece, e isso é honesto.
Para além da ficha
Bombeiro, polícia, ambulância, condutor — e qualquer um deles pode ser o primeiro a chegar. Escolhe-se uma vez e a ficha reordena-se: o bombeiro vê o extintor primeiro, o polícia vê as distâncias primeiro. Cada perfil tem o seu quadro de ação — os primeiros sessenta segundos, para a função que ali vai desempenhar.
Um botão dá as coordenadas e o MGRS com a precisão ao lado, e envia-os por SMS ou WhatsApp. A posição nunca sai do telemóvel sozinha: sai quando a partilhar, e só para quem escolher. Nós nunca a recebemos.
Que estabelecimentos de risco tem no seu concelho — pergunta feita no quartel, não na ocorrência. 2358 sítios em Portugal, Espanha e França, dos registos públicos oficiais, com ponto no mapa sempre que a fonte o permite. Faz parte do acesso de especialista.
Alto contraste para ler ao sol ou com a viseira suja. Cartões que mostram uma linha e abrem no texto oficial completo. Salta entre os nº ONU de uma carga mista sem voltar a escrever nada. Manda a ficha inteira ao comandante por SMS ou WhatsApp.
O cenário de 90 segundos
Uma app que só se abre no pior dia do ano já foi apagada quando esse dia chega. Por isso o MYDG2SAVE dá um cenário por dia, e leva noventa segundos. Incluído em todas as licenças.
O cenário sai da data, por isso quem abrir hoje o MYDG2SAVE vê o mesmo — sem servidor e sem conta pelo meio. É esse o objetivo: dar ao turno assunto para discutir ao café.
Onde parar a viatura, o que diz o painel laranja antes de consultar seja o que for, abrir a ficha escrevendo o número, dizer à ficha o que tem à frente, e se pode ou não usar água.
O resultado e a sequência ficam no aparelho e não vão a lado nenhum — nem para nós, nem para a entidade patronal. Sem classificações: uma tabela transforma treino em avaliação de desempenho, e a partir daí ninguém treina.
Nenhum conteúdo novo. O exercício monta-se a partir da mesma ficha que a app serve na emergência — o nome da matéria, o Kemler, as distâncias, o extintor, a água. Um banco de perguntas escrito à mão desatualiza-se em silêncio e um dia ensina o número velho; este não pode contradizer a ficha, porque é a ficha.
Da primeira vez: «Treino 1 · Como se usa». Doze passos guiados que ensinam a ler a ficha, e não só a chegar a ela: os blocos que ficam abertos sem tocar em nada, o que cada cartão traz e o que dizem as cores — laranja é ADR 2025, verde são as tabelas de distâncias do ERG, azul são os guias do ERG. Repete-se sempre que entra gente nova.
A emergência ganha sempre. Escrever seja o que for na caixa de pesquisa cancela o treino de imediato, sem nenhuma janela para fechar primeiro.
Porque aguenta no terreno
Instala-se uma vez e passa a funcionar offline. Túneis, zonas industriais, estradas secundárias — os sítios onde o acidente acontece são os sítios sem sinal.
Sem IA e sem esperas. É uma consulta: entra o número, sai a ficha. O mesmo nº ONU devolve sempre a mesma ficha — sem respostas inventadas.
A Tabela A completa do ADR 2025 — 2347 nº ONU em 2897 entradas — mais os guias do ERG 2024. Em português, espanhol, francês e inglês.
- ADR 2025 — Tabela A (capítulo 3.2.1) e as instruções escritas do 5.4.3, transcritas dos textos oficiais.
- ERG 2024 — Emergency Response Guidebook (PHMSA, domínio público): guias, vestuário de proteção e a tabela verde das distâncias de isolamento.
- Fichas curadas — detalhe por matéria sobre agentes extintores, que o ADR não fornece, revisto pela MYDG.
- NIOSH Pocket Guide — aspeto, odor e incompatibilidades (DHHS 2005-149, domínio público), nos 362 nº ONU com substância identificada.
- Registos Seveso — os registos públicos oficiais de Portugal (APA), de Espanha (as 17 comunidades autónomas) e de França, por trás de «A minha zona». Dizem quais e onde, nunca o quê: classificam por CLP e não trazem números ONU.
Perguntas
Isto substitui as instruções escritas obrigatórias (ADR 5.4.3)?
Funciona mesmo sem rede?
Como instalo no telemóvel?
E no computador?
Como dou acesso à minha equipa?
Quantas pessoas, e por quanto tempo?
Que dados traz, e em que línguas?
Traz treino?
Consigo ver quem da minha equipa treinou?
No telemóvel de cada motorista e de cada operacional. Compre para a sua empresa, ou diga-nos a dimensão do serviço para um orçamento.
O MYDG2SAVE é uma ferramenta de apoio à decisão. Não substitui os procedimentos operacionais, o documento de transporte, as instruções escritas que seguem no veículo, nem a autoridade do comandante das operações de socorro no local. Confirme sempre o nº ONU no painel laranja.